{"id":4611,"date":"2017-05-30T15:17:15","date_gmt":"2017-05-30T18:17:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/?p=4611"},"modified":"2017-02-09T20:24:35","modified_gmt":"2017-02-09T23:24:35","slug":"a-historia-por-tras-da-arquitetura-de-5-famosas-capas-de-discos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/a-historia-por-tras-da-arquitetura-de-5-famosas-capas-de-discos\/","title":{"rendered":"A HIST\u00d3RIA POR TR\u00c1S DA ARQUITETURA DE 5 FAMOSAS CAPAS DE DISCOS"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o do trabalho criativo geralmente requer um tipo muito particular de espa\u00e7o &#8211; um templo, se voc\u00ea quiser, para realizar com mais precis\u00e3o o que precisa ser feito. Arquitetos e artistas s\u00e3o cientes de como a vida social e profissional afeta sua pr\u00e1tica, e os m\u00fasicos, \u00e9 claro, n\u00e3o s\u00e3o diferentes. Talvez seja por isso que lugares e espa\u00e7os s\u00e3o frequentemente apresentados em capas de \u00e1lbuns.<\/p>\n<p>A arte de uma capa de \u00e1lbum \u00e9 parcialmente publicidade, mas tamb\u00e9m \u00e9 muitas vezes um s\u00edmbolo visual de um per\u00edodo da vida de um m\u00fasico. A capa de um \u00e1lbum pode representar a vis\u00e3o de quem entra no est\u00fadio todos os dias, o edif\u00edcio no qual o \u00e1lbum foi gravado, a cidade em que o m\u00fasico cresceu ou uma infinidade de outras conex\u00f5es mais abstratas.<\/p>\n<p>Vamos deixar para que voc\u00ea fa\u00e7a a conex\u00e3o entre os cinco marcos arquitet\u00f4nicos apresentados nos discos a seguir e as m\u00fasicas neles contidas.<\/p>\n<p><strong>\u00c1lbum: Encore, DJ Snake (2016)<br \/>\n<\/strong><strong>Edif\u00edcio: entrada do metr\u00f4 de Hector Guimard em Paris<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/105.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4612\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/105.jpg\" alt=\"105\" width=\"1000\" height=\"1000\" srcset=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/105.jpg 1000w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/105-960x960.jpg 960w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/105-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Guimard \u00e9 conhecido como um dos arquitetos que trouxe a Art Nouveau para a Fran\u00e7a, um estilo que come\u00e7ou nas artes decorativas no final de 1800 e se estendeu at\u00e9 a arquitetura pouco tempo depois. Central do seu ethos foi a import\u00e2ncia da decora\u00e7\u00e3o. Nas superf\u00edcies sem adornos pr\u00e9vios come\u00e7ou a brotar uma nova ornamenta\u00e7\u00e3o na forma de pinturas, relevos, vidros pintados e outros.<\/p>\n<p>Os arquitetos destas estruturas embelezadas inspiraram-se nas curvas org\u00e2nicas e nas formas vegetais como resposta a simplificada e gen\u00e9rica arquitetura industrial da \u00e9poca anterior. As entradas de H\u00e9ctor Guimard no metr\u00f4 de Paris encontram-se entre os exemplos mais emblem\u00e1ticos de estilo Art Nouveau. Ainda que a forma de entrada mant\u00e9m um certo n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o, o arquiteto utiliza motivos naturalistas para criar um novo estilo: as pernas da estrutura evocam caules ou videiras, enquanto o toldo de vidro se estende para fora como uma folha. As entradas de Guimard tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas pelo uso de ferro fundido e vidro.<\/p>\n<p><strong>\u00c1lbum: Physical Graffiti, Led Zeppelin (1975)<br \/>\n<\/strong><strong>Edif\u00edcio: antigos edif\u00edcios em St. Mark&#8217;s Place em Nova Iorque<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/106.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4613\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/106.jpg\" alt=\"106\" width=\"993\" height=\"1000\" srcset=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/106.jpg 993w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/106-960x966.jpg 960w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/106-297x300.jpg 297w\" sizes=\"(max-width: 993px) 100vw, 993px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Muitos dos edif\u00edcios de Manhattan come\u00e7aram como moradias de classe m\u00e9dia em Soho e Lower East Site. Uma fam\u00edlia ocupava um edif\u00edcio inteiro e, inclusive, tinha um grande p\u00e1tio escondido da rua. Ao longo do s\u00e9culo XIX, a medida em que a cidade se tornou cada vez mais povoada e industrializada, o valor do solo aumentou at\u00e9 o ponto de que estas casas unifamiliares j\u00e1 n\u00e3o eram economicamente vi\u00e1veis. Os propriet\u00e1rios repartiram as casas em apartamentos, primeiro converteram cada pavimento em uma unidade separada, depois agregaram divis\u00f3rias dentro de cada n\u00edvel. Para aumentar ainda mais a rentabilidade do edif\u00edcio, os p\u00e1tios existentes frequentemente deram lugar a adi\u00e7\u00f5es dos edif\u00edcios at\u00e9 que desapareceram por completo.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da &#8216;townhouse&#8217; aos apartamentos tamb\u00e9m foi impulsionada pelo movimento de m\u00e3o-de-obra na \u00e1rea. Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, a ind\u00fastria da moda havia se apoderado de Nova Iorque. Isso impulsionou a chegada de empregados de sal\u00e1rios baixos, geralmente imigrantes, criando uma demanda de moradias mais econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Enquanto isso, os antigos inquilinos das &#8216;townhouses&#8217; mudavam-se para a parte alta da cidade a fim de afastar-se da produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil, j\u00e1 que acreditavam que esta atividade havia tornando o bairro perigoso e barulhento.<\/p>\n<p>Finalmente, estas casas foram subdivididas at\u00e9 o ponto de que v\u00e1rias pessoas compartilhassem uma habita\u00e7\u00e3o individual e os edif\u00edcios estivessem colados uns aos outros, permitindo a entrada de pouca luz e ventila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00c1lbum: Animals, Pink Floyd (1977)<br \/>\n<\/strong><strong>Edif\u00edcio: Central El\u00e9trica de Battersea de Sir Giles Gilbert Scott em Londres<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/107.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4614\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/107.jpg\" alt=\"107\" width=\"1000\" height=\"1000\" srcset=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/107.jpg 1000w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/107-960x960.jpg 960w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/107-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da central el\u00e9trica de Battersea come\u00e7ou em 1929 como parte de um movimento para consolidar a rede de energia de Londres de muitas pequenas esta\u00e7\u00f5es privadas em um s\u00f3 pavimento p\u00fablico. A localiza\u00e7\u00e3o privilegiada da Central no T\u00e2misa, que era necess\u00e1ria para o resfriamento e o transporte do carv\u00e3o, colocou o desenho sob escrut\u00ednio p\u00fablico. Uma equipe de arquitetos e engenheiros desenhou o projeto original, mas a proposta foi recebida t\u00e3o mal pelo p\u00fablico que Sir Giles GIlbert Scott foi contratado para redesenhar o exterior. A estrutura de a\u00e7o e o revestimento de tijolo est\u00e3o repletos de detalhes art deco.<\/p>\n<p>Agora \u00e9 um dos maiores projetos de Londres, transformando a central el\u00e9trica em uma mistura de apartamentos e escrit\u00f3rios que abrigam o novo campus da Apple em Londres, enquanto a \u00e1rea circundante acolhe novos projetos de Gehry Partners, Foster + Partners e BIG.<\/p>\n<p><strong>\u00c1lbum: Yankee Hotel Foxtrot, Wilco (2002)<br \/>\n<\/strong><strong>Edif\u00edcio: Marina City por Bertrand Goldberg em Chicago<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/108.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-4615\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/108-1024x920.jpg\" alt=\"108\" width=\"584\" height=\"524\" srcset=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/108-1024x920.jpg 1024w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/108-960x862.jpg 960w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/108-333x300.jpg 333w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/108.jpg 1113w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Um \u00edcone do skyline de Chicago, Marina City de Bertrand Goldberg \u00e9, em realidade, um conjunto de duas torres id\u00eanticas de concreto armado. Quando o projeto foi finalizado em 1964, a Marina City era o edif\u00edcio residencial mais alto do mundo. Goldberg foi encarregado de construir algo que ajudasse a combater a imigra\u00e7\u00e3o nos sub\u00farbios, algo que havia afetado Chicago, assim como muitas outras \u00e1reas metropolitanas depois da Segunda Guerra Mundial. Este projeto buscava demostrar que muitas das amenidades suburbanas poderiam existir dentro de uma cidade.<\/p>\n<p>Para isso, Goldberg combinou todos os atributos de um sub\u00farbio nas torres para maior comodidade: incluiu uma academia, boliche, pista de patina\u00e7\u00e3o sobre o gelo, restaurantes e, inclusive, dezenove pavimentos de estacionamento na base de cada torre. A suavidade da forma da Marina City remete ao interior, j\u00e1 que conta com suaves curvas em vez de \u00e2ngulos retos e se divide em unidades iguais para uma vista de 360 graus. Muitas das instala\u00e7\u00f5es originais das torres ainda existem (n\u00e3o mais a pista de gelo, infelizmente) e o projeto agora \u00e9 reconhecido como um \u00edcone urbano.<\/p>\n<p><strong>\u00c1lbum: SB#3, Gramatik (2010)<br \/>\n<\/strong><strong>Edif\u00edcio: Empire State Buliding por Shreve, Lamb e Harmon em Nova Iorque<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/109.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4616\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/109.jpg\" alt=\"109\" width=\"1000\" height=\"1000\" srcset=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/109.jpg 1000w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/109-960x960.jpg 960w, http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/109-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Empire State \u00e9 um \u00edcone da cidade de Nova Iorque como nenhum outro. Comissionado em 1929, o edif\u00edcio foi pensado para ser uma representa\u00e7\u00e3o imponente da aud\u00e1cia dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O efeito &#8216;escalonado&#8217; da metade superior do arranha-c\u00e9u \u00e9 um resultado do Regulamento de Zoneamento 1916, que requer que os edif\u00edcios altos recuem proporcionalmente a sua altura em um esfor\u00e7o para permitir que a luz e o ar flua na rua.<\/p>\n<p>Diferentemente da maioria dos projetos deste per\u00edodo, que se iniciaram antes de 1929 e detiveram sua constru\u00e7\u00e3o depois da quebra da bolsa, o Empire State foi, na realidade, um esfor\u00e7o por criar atividade econ\u00f4mica apesar da Grande Depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Isto foi feito parcialmente com os milhares de empregos que o projeto requereu, mas para ser um \u00eaxito total, o edif\u00edcio deveria ter tanto espa\u00e7o de escrit\u00f3rio quanto fosse poss\u00edvel, por isso, um grande terreno e uma grande altura. Esteticamente, o edif\u00edcio \u00e9 um discreto Art Deco, muito menos extravagante que o edif\u00edcio vizinho, o Chrysler de Nova Iorque.<\/p>\n<p>Sensacional, n\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.archdaily.com.br\/br\/804681\/a-historia-por-tras-da-arquitetura-de-7-famosas-capas-de-discos\" target=\"_blank\">ArchDaily<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o do trabalho criativo geralmente requer um tipo muito particular de espa\u00e7o &#8211; um templo, se voc\u00ea quiser, para realizar com mais precis\u00e3o o que precisa ser feito. 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