{"id":1482,"date":"2013-05-22T07:00:57","date_gmt":"2013-05-22T10:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/equilibrio\/?p=1482"},"modified":"2013-05-22T07:00:57","modified_gmt":"2013-05-22T10:00:57","slug":"quais-sao-os-primeiros-sinais-da-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/quais-sao-os-primeiros-sinais-da-depressao\/","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o os primeiros sinais da depress\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2013\/04\/12.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1483\" title=\"1\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2013\/04\/12-420x289.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"289\" \/><\/a><em>Por C\u00e9sar Kurt<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 boas chances de um sintoma f\u00edsico aparecer muito antes de a tristeza profunda ficar estampada na cara da v\u00edtima de depress\u00e3o e ela n\u00e3o conseguir mais esconder sua perda de interesse pelo mundo exterior. Hoje os cientistas sabem: o quadro depressivo tende a emergir na forma dos mais diversos tipos de dor no corpo. E n\u00e3o confunda isso com um processo de somatiza\u00e7\u00e3o, em que dist\u00farbios emocionais produzem mal-estar org\u00e2nico. Nada disso. N\u00e3o se trata de algo como uma sugest\u00e3o da mente entristecida sobre o organismo. &#8220;Trata-se, sim, de um fen\u00f4meno eminentemente bioqu\u00edmico&#8221;, p\u00f5e os pingos nos is Renato Sabbatini, neurofisiologista da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista.<\/p>\n<p>&#8220;Os circuitos que a depress\u00e3o ativa s\u00e3o \u00edntimos de regi\u00f5es do sistema nervoso, inclusive o aut\u00f4nomo, que comanda o funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os&#8221;, explica Sabbatini. Ricardo Alberto Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo, emenda: &#8220;Cerca de 60% dos casos da doen\u00e7a s\u00e3o associados a males org\u00e2nicos, a maioria deles acompanhada de dor&#8221;.<\/p>\n<p>De que maneira uma altera\u00e7\u00e3o na massa cinzenta repercute no corpo e, ao mesmo tempo, interfere na alegria de viver? Os cientistas apontam o dedo acusador para o mau funcionamento da serotonina, da noradrenalina e da dopamina. O trio de neurotransmissores, fundamental na regula\u00e7\u00e3o do humor, circularia com menos efici\u00eancia entre os neur\u00f4nios de um deprimido e isso dificultaria a transmiss\u00e3o de milhares de mensagens qu\u00edmicas. E a\u00ed, em um efeito domin\u00f3, outras falhas de comunica\u00e7\u00e3o apareceriam. &#8220;A aus\u00eancia dessas subst\u00e2ncias prejudica diversas \u00e1reas, inclusive as respons\u00e1veis por inibir dores&#8221;, explica Telma Gon\u00e7alves de Andrade, especialista em psicofisiologia da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, em Assis, tamb\u00e9m no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O sistema imunol\u00f3gico \u00e9 outro afetado. &#8220;Os deprimidos correm um risco tr\u00eas ou quatro vezes maior de adoecer&#8221;, conta Sabbatini. Tamb\u00e9m pode acontecer de uma s\u00e9rie de doen\u00e7as aproveitar a brecha criada pelos neurotransmissores. Ou seja, quem de repente passa a ficar doente com muita frequ\u00eancia n\u00e3o deve se conformar com a velha explica\u00e7\u00e3o: ah, isso \u00e9 estresse. \u00c9 preciso refletir se n\u00e3o existe algo mais profundo (e tristonho) por tr\u00e1s.<\/p>\n<p>O sono \u00e9 mais um que acusa preju\u00edzos quando o c\u00e9rebro est\u00e1 deprimido. Sabe-se que a aus\u00eancia de serotonina atrapalha o adormecer, mas esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico ponto. O desbalanceamento qu\u00edmico por tr\u00e1s do transtorno emocional afeta todo o ciclo circadiano, ou seja, o rel\u00f3gio que regula o funcionamento do organismo ao longo das 24 horas. Assim, a pessoa perde a sincronia com o meio ambiente, afetando a quantidade e, principalmente, a qualidade das horas dormidas.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos querem divulgar cada vez mais aos leigos e aos pr\u00f3prios colegas que nem sempre melancolia \u00e9 depress\u00e3o. &#8220;Tristezas fazem parte da vida&#8221;, lembra Sabbatini. Ao mesmo tempo, nem sempre a depress\u00e3o se enquadra no retrato da pessoa arrasada, trancafiada no quarto, muda&#8230; Ela pode estar escamoteada nos tais sintomas f\u00edsicos &#8211; em casos raros, a ang\u00fastia nem chega a brotar, s\u00f3 as dores do corpo \u00e9 que afloram e ficam sem al\u00edvio at\u00e9 a cabe\u00e7a ser tratada. Com antidepressivos ou tratamento cl\u00ednico.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), em parceria com o Instituto Ibope, promoveu na capital paulista a pesquisa &#8220;Investigando a Depress\u00e3o&#8221;. O intuito, mais do que mapear a preval\u00eancia do mal na cidade, \u00e9 verificar por meio de question\u00e1rios a porcentagem de indiv\u00edduos provavelmente deprimidos que relatam dores f\u00edsicas. E, deles, quantos est\u00e3o longe de ligar o mal-estar \u00e0 enfermidade da mente. A depress\u00e3o j\u00e1 ocupa o quarto lugar no ranking das causas globais de incapacidade. At\u00e9 2020 dever\u00e1 ser a segunda. Por isso, a ideia \u00e9 rastrear a popula\u00e7\u00e3o e descobrir onde est\u00e3o suas pr\u00f3ximas v\u00edtimas &#8211; antes que deixem de sair de casa, trabalhar, conviver com a fam\u00edlia e os amigos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de rem\u00e9dios, os especialistas apostam na psicoterapia &#8211; seja a cognitiva comportamental, que estimula o deprimido a deixar de lado pensamentos destrutivos, seja a interpessoal, que identifica situa\u00e7\u00f5es de conflito para aprimorar a capacidade de o paciente interagir e aliviar o abatimento. &#8220;Estudos de neuroimagem comprovam que a efic\u00e1cia desses tratamentos \u00e9 similar \u00e0 dos rem\u00e9dios&#8221;, revela Helena Maria Calil, professora titular de psicofarmacologia da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo e presidente da Abrata. Quando a depress\u00e3o \u00e9 tratada corretamente, diga-se, o \u00e2nimo volta e as dores, onde estiverem, esvaecem.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Sa\u00fade <a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/edicoes\/0302\/bem_estar\/conteudo_301716.shtml\">http:\/\/saude.abril.com.br\/edicoes\/0302\/bem_estar\/conteudo_301716.shtml<\/a><br \/>\nFonte da imagem (<a href=\"http:\/\/www.wimerbottura.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/depressao.jpg\" target=\"_blank\">clique aqui<\/a>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por C\u00e9sar Kurt H\u00e1 boas chances de um sintoma f\u00edsico aparecer muito antes de a tristeza profunda ficar estampada na cara da v\u00edtima de depress\u00e3o e ela n\u00e3o conseguir mais esconder sua perda de interesse pelo mundo exterior. 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