{"id":1489,"date":"2013-05-24T07:00:27","date_gmt":"2013-05-24T10:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/equilibrio\/?p=1489"},"modified":"2013-05-24T07:00:27","modified_gmt":"2013-05-24T10:00:27","slug":"cinco-mitos-sobre-o-estresse-como-controla-lo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/cinco-mitos-sobre-o-estresse-como-controla-lo\/","title":{"rendered":"Cinco mitos sobre o estresse: como control\u00e1-lo?"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Theo Ruprecht<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2013\/04\/13.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-1490\" title=\"1\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2013\/04\/13-420x248.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"204\" \/><\/a>Morar no \u00faltimo andar de um pr\u00e9dio garante uma bela vista. Por outro lado, implica longas viagens de elevador ou de escada. Em outras palavras, dependendo de como se encara a situa\u00e7\u00e3o, a cobertura vira um sonho ou um aborrecimento. &#8220;Com o estresse, ocorre algo semelhante: o fato em si importa menos do que a maneira como \u00e9 assimilado&#8221;, avalia a psic\u00f3loga Valqu\u00edria Tr\u00edcoli, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Stress. A confus\u00e3o, entretanto, come\u00e7a na hora de decidir o que fazer para lidar com o nervosismo. Certas pr\u00e1ticas que aparentemente esfriam a cabe\u00e7a podem, na verdade, acabar esquentando os \u00e2nimos. &#8220;Estamos mais preparados para gerenciar o estresse. S\u00f3 que, por falta de informa\u00e7\u00e3o, as pessoas cometem erros que as prejudicam ainda mais&#8221;, refor\u00e7a o psic\u00f3logo Esdras Vasconcellos, da Universidade de S\u00e3o Paulo. Chega o momento de introduzir as atitudes que causam uma tempestade na massa cinzenta e as corre\u00e7\u00f5es que asseguram a bonan\u00e7a cerebral. Vamos aos mitos.<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; N\u00c3O SE PROGRAME<\/strong><br \/>\nA l\u00edngua portuguesa \u00e9 amb\u00edgua em alguns casos. No dicion\u00e1rio Houaiss, por exemplo, a palavra relaxado caracteriza tanto os indiv\u00edduos descontra\u00eddos como aqueles negligentes. E at\u00e9 por causa desse encontro de significados muita gente cr\u00ea piamente que a displic\u00eancia \u00e9 sin\u00f4nimo de calmaria. Todavia, isso n\u00e3o poderia estar mais longe da realidade. &#8220;Priorizar certos assuntos, organizar-se e manter uma agenda dos eventos s\u00e3o passos importantes para manter a serenidade&#8221;, revela Ana Maria Rossi, psic\u00f3loga da Cl\u00ednica de Stress e Biofeedback, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Afinal, a\u00ed est\u00e3o enumerados jeitos simples de se preparar para enfrentar o que vem ao longo do dia e, ent\u00e3o, evitar surpresas desagrad\u00e1veis ou instantes embara\u00e7osos, dois fatores capazes de alavancar os n\u00edveis de adrenalina no organismo. Mas que fique claro: a disciplina precisa ser acompanhada de flexibilidade. &#8220;Ficar engessado tamb\u00e9m atrapalha, porque qualquer imprevisto pode desencadear nervosismo&#8221;, esclarece Ana Maria.<\/p>\n<p><strong>2 &#8211; MEDITE!<\/strong><br \/>\nA tal arte milenar oriental, assim como a ioga ou at\u00e9 o tai chi chuan, \u00e9 preconizada como um dos al\u00edvios mais eficazes para a tens\u00e3o excessiva. Ela realmente tem seu valor, por\u00e9m somente para quem a aprecia. For\u00e7ar algu\u00e9m reconhecidamente el\u00e9trico a ficar im\u00f3vel enquanto se concentra em seu pr\u00f3prio corpo, al\u00e9m de n\u00e3o adiantar nada, contribui para o surgimento de uma sensa\u00e7\u00e3o precursora do estresse: a ansiedade. &#8220;Determinados pacientes relaxam mais com exerc\u00edcios f\u00edsicos, outros com a leitura, e h\u00e1 quem aposte nas m\u00fasicas&#8221;, elenca a psic\u00f3loga Selma Bordin, do Hospital Israelita Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. A regra, portanto, \u00e9 investir no que voc\u00ea gosta. Mas para toda norma h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o. &#8220;Um jogo de cartas, se ficar muito competitivo, torna-se igualmente estressante&#8221;, exemplifica Esdras Vasconcellos. &#8220;\u00c9 importante valorizar a divers\u00e3o nesses momentos em vez de se concentrar somente na vit\u00f3ria ou na derrota&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>3 &#8211; FALE AT\u00c9 FICAR ROUCO!<\/strong><br \/>\nDiscutir a perda de um emprego ou a de um ente querido auxilia a superar o trauma. Entre outras coisas, o pr\u00f3prio ato de falar exige uma organiza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do pensamento \u2014 premissa essencial para passar por cima das pedras que atravessam o seu caminho. Acontece que, em contrapartida, a insist\u00eancia no assunto quase sempre culmina em nervos exaltados. &#8220;A mente n\u00e3o trabalha com tempos diferentes. Um evento passado, se relembrado, vem para o presente&#8221;, explica a psic\u00f3loga Ana Maria Rossi. Isso quer dizer que remoer t\u00f3picos desagrad\u00e1veis de tempos atr\u00e1s com os amigos costuma terminar em irrita\u00e7\u00e3o. O pior \u00e9 que isso n\u00e3o ocorre s\u00f3 porque a quest\u00e3o continua a rondar as conversas do sujeito. Na verdade, as pr\u00f3prias palavras dos companheiros \u00e0s vezes causam desconforto por se oporem ao racioc\u00ednio do estressado do momento. Por isso, os especialistas aconselham buscar parceiros de papo que sejam bons ouvintes e que busquem apenas aprofundar o debate. &#8220;Ajuda mais quem n\u00e3o emite opini\u00f5es. Caso contr\u00e1rio, aquele processo de estrutura\u00e7\u00e3o das ideias \u00e9 inibido&#8221;, relata Selma Bordin.<\/p>\n<p><strong>4 &#8211; NUNCA DURMA NERVOSO<\/strong><br \/>\nEm um mundo ideal, as preocupa\u00e7\u00f5es ficariam restritas ao per\u00edodo em que o sol d\u00e1 as caras. Mas, na realidade, cada vez mais elementos interferem no equil\u00edbrio do dia \u2014 e muitos deles n\u00e3o t\u00eam medo do escuro da noite. Por isso, sejamos sinceros: aquela velha m\u00e1xima de n\u00e3o levar problemas para a cama \u00e9 dif\u00edcil de ser aplicada ao p\u00e9 da letra. E, mais do que isso, se trocamos horas de sono para resolver pend\u00eancias, o risco de o estresse despertar junto com voc\u00ea aumenta. &#8220;H\u00e1 estudos que relacionam um sono inadequado \u00e0 secre\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios como o cortisol, ligado ao estresse&#8221;, aponta Rafael Freire, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Uma estrat\u00e9gia que traz bons resultados \u00e9, em vez de resolver o que o atormenta na calada da madrugada, tra\u00e7ar um planejamento do que realizar ao amanhecer para solucionar a situa\u00e7\u00e3o. Essa luz no fim do t\u00fanel serve como calmante e, de quebra, agiliza a resolu\u00e7\u00e3o de fatores enervantes.<\/p>\n<p><strong>5 &#8211; SEMPRE RECORRA AOS FAMILIARES<\/strong><br \/>\nAs pessoas da sua fam\u00edlia, at\u00e9 pela intimidade, servem como v\u00e1lvula de escape em muitas ocasi\u00f5es. E a ci\u00eancia realmente comprova que uma boa estrutura em casa reduz a inquieta\u00e7\u00e3o excessiva. Agora, h\u00e1 momentos e momentos para apelar \u00e0 m\u00e3e, ao pai&#8230; Na Universidade da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, pesquisadores observaram que, durante uma atividade aflitiva, volunt\u00e1rios colocados ao lado do seu animal de estima\u00e7\u00e3o apresentavam a frequ\u00eancia card\u00edaca e a press\u00e3o sangu\u00ednea mais controladas do que os participantes que ficavam junto do marido ou da mulher. Isto \u00e9, se um irm\u00e3o ou mesmo um primo podem at\u00e9 servir como um bom ouvido, aquele companheiro peludo e de quatro patas funciona melhor para atenuar os efeitos do estresse. &#8220;O bicho \u00e9 afetivo, n\u00e3o cobra nada e ainda tira o foco do tormento&#8221;, declara a psic\u00f3loga Valqu\u00edria Tr\u00edcoli. Sem contar que a proximidade entre indiv\u00edduos com o mesmo sobrenome gera, em certos temas, exig\u00eancias que s\u00f3 intensificam o desassossego.<\/p>\n<p><strong>RESPIRE FUNDO!<\/strong><br \/>\nP\u00f4r oxig\u00eanio para dentro e g\u00e1s carb\u00f4nico para fora n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil quanto parece. Ao longo da vida \u2014 e inclusive por causa de traumas ou acontecimentos emocionalmente marcantes \u2014, a respira\u00e7\u00e3o vai ficando apressada. Isso, por sua vez, n\u00e3o contribui em nada quando os circuitos cerebrais j\u00e1 est\u00e3o funcionando sob alta tens\u00e3o. \u00c9 por essas e por outras que os especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes: usar e abusar do diafragma, o m\u00fasculo respons\u00e1vel por encher e esvaziar os pulm\u00f5es, ajuda demais a manter a paci\u00eancia. &#8220;Na hora de lidar com um desafio estressor, respirar profundamente oxigena as c\u00e9lulas cerebrais e serve como elemento tranquilizador&#8221;, afirma a psic\u00f3loga Marilda Lipp, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Campinas, no interior paulista.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/edicoes\/0335\/bem_estar\/5-mitos-estresse-622867.shtml?pag=2\" target=\"_blank\">Revista Sa\u00fade <\/a><br \/>\nCr\u00e9dito da imagem (<a href=\"http:\/\/www.einstein.br\/PublishingImages\/home-estresse-dia.jpg\" target=\"_blank\">clique aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Theo Ruprecht Morar no \u00faltimo andar de um pr\u00e9dio garante uma bela vista. 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