{"id":2624,"date":"2014-12-18T07:58:15","date_gmt":"2014-12-18T10:58:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/?p=2624"},"modified":"2014-11-21T08:08:30","modified_gmt":"2014-11-21T11:08:30","slug":"a-construcao-civil-e-o-desenvolvimento-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/a-construcao-civil-e-o-desenvolvimento-sustentavel\/","title":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o civil e o desenvolvimento sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Pesquisador da <\/em>University of California<em>, o engenheiro mec\u00e2nico e administrador Wilmar Mattes fala sobre o papel da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o dos objetivos globais da sustentabilidade<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* Wilmar Mattes \u00e9 doutor e mestre em Engenharia Mec\u00e2nica, especialista em Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios Internacionais e graduado em Engenharia Mec\u00e2nica e Administra\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Com\u00e9rcio Exterior. \u00c9 pesquisador da <em>University of California<\/em> (<em>Los Angeles<\/em>) desde 2008 e professor de engenharia no Centro Universit\u00e1rio Cat\u00f3lica de Santa Catarina desde 2002.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Proma: <\/strong><strong>Qual \u00e9 o papel da constru\u00e7\u00e3o civil para a realiza\u00e7\u00e3o dos objetivos globais do desenvolvimento sustent\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Professor Dr. Wilmar Mattes: <\/strong>A ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das atividades humanas que mais consome recursos naturais \u2013 estima-se, internacionalmente, que entre 40% e 75% dos recursos naturais existentes s\u00e3o consumidos por esse setor, resultando, assim, em uma enorme gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos. S\u00f3 no Brasil, a constru\u00e7\u00e3o gera 25% do total desses res\u00edduos. \u00c9 por isso que, segundo Green Domus, o setor da constru\u00e7\u00e3o civil tem papel fundamental no desenvolvimento do pa\u00eds e, dessa forma, se torna pe\u00e7a chave para o atendimento dos objetivos globais do desenvolvimento sustent\u00e1vel. Nesse sentido, a ado\u00e7\u00e3o definitiva dos chamados pr\u00e9dios verdes \u2013 os empreendimentos sustent\u00e1veis na constru\u00e7\u00e3o civil \u2013 teve um enorme sucesso de p\u00fablico e de rentabilidade. Na constru\u00e7\u00e3o civil, os empreendimentos sustent\u00e1veis s\u00f3 recebem essa denomina\u00e7\u00e3o se atenderem a seis regras b\u00e1sicas: 1. Sustentabilidade do canteiro de obras e da regi\u00e3o em torno dele, inclusive com recupera\u00e7\u00e3o de todas as \u00e1reas que forem afetadas pela constru\u00e7\u00e3o; 2. Efici\u00eancia total no consumo de \u00e1gua: reaproveitamento da \u00e1gua utilizada e aproveitamento da \u00e1gua da chuva; 3. Garantia da redu\u00e7\u00e3o do consumo e da efici\u00eancia energ\u00e9tica do pr\u00e9dio, inclusive com uso de fontes renov\u00e1veis de energia; 4. Reciclagem e tratamento correto dos dejetos e res\u00edduos; 5. Trabalhar para manter o mais baixo poss\u00edvel as emiss\u00f5es de poluentes e usar materiais de origem vegetal ou reciclados no acabamento ou infraestrutura; 6. Buscar sempre a melhoria e a adequa\u00e7\u00e3o dos procedimentos. Na pr\u00e1tica, construir de maneira sustent\u00e1vel significa:<\/p>\n<ol>\n<li>Reduzir o impacto negativo das obras (barulho, poeira e tarefas repetitivas);<\/li>\n<li>Integrar fontes de energia renov\u00e1veis ainda no est\u00e1gio de desenvolvimento do projeto;<\/li>\n<li>Usar materiais recicl\u00e1veis na constru\u00e7\u00e3o para preservar recursos naturais;<\/li>\n<li>Melhorar a performance t\u00e9rmica dos edif\u00edcios para reduzir os custos com ar-condicionado, calefa\u00e7\u00e3o e as emiss\u00f5es de CO<sup>2<\/sup>;<\/li>\n<li>Projetar o tempo de vida das estruturas;<\/li>\n<li>Reciclar materiais e estruturas ap\u00f3s a demoli\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Conceber projetos habitacionais de baixo custo para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o de baixa renda.<\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desenvolvimento_sustentavel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2625 size-full\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desenvolvimento_sustentavel.jpg\" alt=\"desenvolvimento_sustentavel\" width=\"620\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desenvolvimento_sustentavel.jpg 620w, https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desenvolvimento_sustentavel-492x300.jpg 492w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Proma: <\/strong><strong>De acordo com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o Conselho Internacional da Constru\u00e7\u00e3o (CIB) aponta a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o como o setor que mais consome recursos naturais, gerando, assim, consider\u00e1veis impactos ambientais. Como reverter essa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Professor Dr. Wilmar Mattes: <\/strong>O setor da constru\u00e7\u00e3o civil responde por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do mundo e emprega mais de 100 milh\u00f5es de pessoas (28% da for\u00e7a de trabalho). O desenvolvimento sustent\u00e1vel busca integrar tr\u00eas grandes pilares: 1. A performance econ\u00f4mica; 2. As consequ\u00eancias sociais das a\u00e7\u00f5es de uma empresa (com rela\u00e7\u00e3o aos seus empregados, fornecedores, clientes e comunidade local); 3. Os aspectos ambientais (alcan\u00e7ar um equil\u00edbrio entre as atividades da empresa e a preserva\u00e7\u00e3o do ecossistema). O que est\u00e1 acontecendo? Como a busca de sustentabilidade pode resultar no oposto? Deve-se buscar o conhecimento t\u00e9cnico. Exemplos:<\/p>\n<ol>\n<li>Para produzir 1000 ml de \u00e1lcool combust\u00edvel, se gasta 600 ml de \u00f3leo diesel. Agora, pensado no estado (pa\u00eds) \u00e9 ben\u00e9fico por n\u00e3o ficar dependente de pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo.<\/li>\n<li>A ponte Rio-Niter\u00f3i trouxe grandes impactos iniciais, mas, com o passar do tempo, foi ben\u00e9fico por encurtar o trajeto, economizando combust\u00edvel nos meios de transportes.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Nesse sentido, um dos problemas das abordagens sustent\u00e1veis \u00e9 n\u00e3o questionar a tipologia vigente. Ao inv\u00e9s disso, apenas s\u00e3o agregados componentes mais &#8220;ecol\u00f3gicos&#8221;, como sistemas e isolamentos mais eficientes. Mas, este conceito de sustentabilidade &#8220;agregada&#8221;, mesmo que tenha sucesso parcial, mant\u00e9m formas e sistemas estruturais intocados. O resultado \u00e9, muitas vezes, um nivelamento dos ganhos com preju\u00edzos imprevistos. Por exemplo, adicionar instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas mais eficientes reduz a energia usada e, assim, diminui o custo geral. Mas, custos menores tendem a diminuir a preocupa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios com o desperd\u00edcio \u2013 paradoxo estabelecido, em 1865, pelo economista ingl\u00eas William Stanley Jevons. Aumentar a efici\u00eancia diminui o custo, o que aumenta a demanda, o consumo e elimina a economia inicial. A li\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o podemos lidar com o consumo de energia isoladamente. \u00c9 preciso olhar para o conceito de energia mais amplamente, incluindo a energia incorporada e outros fatores. A teoria da resili\u00eancia, discutida no artigo <em>\u201cToward Resilient Architectures: Biology Lessons\u201d, <\/em>aponta para a natureza do problema. Sistemas podem parecer engenhosos dentro dos seus par\u00e2metros pr\u00e9-definidos, mas v\u00e3o inevitavelmente interagir com muitos outros, geralmente de maneiras imprevis\u00edveis e n\u00e3o lineares. \u00c9 importante almejar uma metodologia de projeto mais &#8220;robusta&#8221;, combinando vis\u00f5es diversas e interligadas, funcionais em escalas diversas, garantindo a adaptabilidade dos elementos de projeto. Mesmo que estes crit\u00e9rios possam parecer abstratos, eles s\u00e3o exatamente as caracter\u00edsticas alcan\u00e7adas com os m\u00e9todos ditos &#8220;passivos&#8221;. Edif\u00edcios passivos permitem ao usu\u00e1rio ajustar e adaptar as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u2013 por exemplo, abrindo ou fechando janelas ou anteparos e aproveitando luz e ventila\u00e7\u00e3o naturais. Esses projetos possuem: sistemas que desempenham mais de uma fun\u00e7\u00e3o \u2013 como as paredes, que constituem o pr\u00e9dio e tamb\u00e9m acumulam calor \u2013, e espa\u00e7os facilmente reconfigur\u00e1veis, mesmo para novos usos, sem grandes investimentos. S\u00e3o edif\u00edcios polivalentes n\u00e3o comprometidos com um visual popular ou um usu\u00e1rio espec\u00edfico. Para reverter esse cen\u00e1rio, a educa\u00e7\u00e3o com conhecimentos t\u00e9cnicos \u00e9 primordial. Quando pensamos em sustentabilidade e meio ambiente, sempre pagaremos um ped\u00e1gio conforme exemplos citados a cima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Proma: <\/strong><strong>Os principais desafios para o setor da constru\u00e7\u00e3o civil, ainda de acordo com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, consistem na otimiza\u00e7\u00e3o do consumo de materiais e energia, na redu\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos gerados, na preserva\u00e7\u00e3o do ambiente natural e na melhoria da qualidade do ambiente constru\u00eddo. De que forma as construtoras podem alcan\u00e7ar esse desafio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Professor Dr. Wilmar Mattes: <\/strong>Minha resposta \u00e9 embasada com exemplos de algumas cidades sustent\u00e1veis pela Europa. A charmosa, elegante e ambientalmente correta Frieburg \u00e9 uma delas \u2013 situada no sudoeste da Alemanha, o munic\u00edpio de 200 mil habitantes fundado no s\u00e9culo 12 \u00e9 considerado o mais sustent\u00e1vel do mundo, pois investe em energia limpa. Com mais de 400 metros de equipamentos que produzem eletricidade com a luz do sol, Frieburg tem milhares de pain\u00e9is solares instalados nas laterais dos edif\u00edcios e nos telhados das casas. A cidade sempre esteve na lideran\u00e7a do desenvolvimento de energia limpa, j\u00e1 que, por ano, s\u00e3o mais de 1.800 horas de sol brilhando em Frieburg (imagine o que poder\u00edamos fazer no Brasil, um dos pa\u00edses mais ensolarados do mundo?). Nesse sentido, para mim, as construtoras devem: conhecer o ambiente onde o empreendimento ser\u00e1 constru\u00eddo; compreender o custo da reciclagem ou uso dos materiais; prever quais ser\u00e3o os impactos no futuro; buscar construir em ambientes seguros; construir com t\u00e9cnicas de pre\u00e7os justos; construir para uma grande maioria da popula\u00e7\u00e3o; conhecer materiais que gastem menos energia para se produzir. Por fim, o mais importante \u00e9 fomentar o neg\u00f3cio, onde uma grande parcela da popula\u00e7\u00e3o possa estar empregada, com moradia e bem estar, sem fatores de influ\u00eancia partid\u00e1ria e ideologias demagogas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Proma: <\/strong><strong>Na busca de minimizar os impactos ambientais provocados pela constru\u00e7\u00e3o, surge o paradigma dos \u201cempreendimentos verdes\u201d. Como o senhor define uma constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Professor Dr. Wilmar Mattes: <\/strong>Os empreendimentos verdes s\u00e3o aqueles que respeitam o ambiente onde ser\u00e1 constru\u00eddo, aplicam conceitos que possam usar os recursos naturais, como luz solar, \u00e1gua da chuva, luminosidade, ventila\u00e7\u00e3o, etc. Mas, acima de tudo, o mais importante \u00e9 que uma grande maioria da popula\u00e7\u00e3o possa ter moradia \u2013 isto \u00e9 consci\u00eancia sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Proma: <\/strong><strong>Quais s\u00e3o as energias alternativas que podem ser aplicadas na constru\u00e7\u00e3o civil? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Professor Dr. Wilmar Mattes: <\/strong>Em um futuro pr\u00f3ximo, toda a energia consumida por uma fam\u00edlia em atividades cotidianas, como aquecer a \u00e1gua, usar eletrodom\u00e9sticos e at\u00e9 mesmo recarregar um ve\u00edculo el\u00e9trico, ser\u00e1 fornecida pelo pr\u00f3prio edif\u00edcio por meio de fontes renov\u00e1veis. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do engenheiro e professor da Escola de Projeto, Constru\u00e7\u00e3o e Planejamento da Universidade da Fl\u00f3rida, Charles Kibert. Segundo o especialista, o &#8220;Santo Graal&#8221; para a sustentabilidade energ\u00e9tica da constru\u00e7\u00e3o civil s\u00e3o os chamados Edif\u00edcios de Energia Zero (<em>zero<\/em> <em>energybuildings<\/em> ou ZEBs, na sigla em ingl\u00eas), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano. Longe de um exerc\u00edcio de futurologia, os ZEBs j\u00e1 est\u00e3o sendo incorporados na estrat\u00e9gia energ\u00e9tica de diversos pa\u00edses no mundo, como Alemanha e Noruega e tamb\u00e9m nos Estados Unidos. Segundo Kibert, a Calif\u00f3rnia determinou recentemente que os edif\u00edcios residenciais tenham energia zero at\u00e9 2020 e os comerciais at\u00e9 2030. &#8220;Em um planeta em constante aquecimento, viver dentro do or\u00e7amento da energia produzida pela natureza ser\u00e1 imperativo&#8221;, afirma. Acredito que, para a nossa regi\u00e3o, o aconselh\u00e1vel \u00e9 o uso de energia solar com placas fotovoltaicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Proma: <\/strong><strong>Como o senhor avalia o modelo de constru\u00e7\u00e3o adotado pela Proma?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Professor Dr. Wilmar Mattes: <\/strong>Em minha opini\u00e3o, a construtora Proma est\u00e1 no caminho, pois demonstra por meio das suas a\u00e7\u00f5es e das constru\u00e7\u00f5es dos empreendimentos que tem a preocupa\u00e7\u00e3o com a responsabilidade social e o comprometimento do mercado com a sustentabilidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisador da University of California, o engenheiro mec\u00e2nico e administrador Wilmar Mattes fala sobre o papel da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o dos objetivos globais da sustentabilidade &nbsp; * Wilmar Mattes \u00e9 doutor e mestre em Engenharia Mec\u00e2nica, especialista em&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2625,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1149],"tags":[269,1486,1813,2258,2257],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2624"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2626,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624\/revisions\/2626"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}