{"id":521,"date":"2012-08-15T08:00:04","date_gmt":"2012-08-15T11:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/equilibrio\/?p=521"},"modified":"2012-08-15T08:00:04","modified_gmt":"2012-08-15T11:00:04","slug":"nordeste-tera-a-1a-industria-do-brasil-de-combustivel-feito-com-algas-marinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/nordeste-tera-a-1a-industria-do-brasil-de-combustivel-feito-com-algas-marinhas\/","title":{"rendered":"Nordeste ter\u00e1 a 1\u00aa ind\u00fastria do Brasil de combust\u00edvel feito com algas marinhas"},"content":{"rendered":"<p>O estado de Pernambuco, no Nordeste, deve receber a partir do \u00faltimo trimestre de 2013 a primeira planta industrial de biocombust\u00edvel produzido com algas marinhas, que promete contribuir na redu\u00e7\u00e3o do envio de CO2 \u00e0 atmosfera.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2012\/07\/alga3.jpg\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-522\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2012\/07\/alga3-420x287.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"287\" \/><\/a><br \/>\nO projeto, uma parceria entre o grupo brasileiro JB, produtor de etanol no Nordeste, e a empresa See Algae Technology (SAT), da \u00c1ustria, contar\u00e1 com um investimento de oito milh\u00f5es de euros (R$ 19,8 milh\u00f5es) para montar em Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o \u2013 a 53 km de Recife \u2013 uma fazenda vertical de algas geneticamente modificadas e que v\u00e3o crescer com a ajuda do sol e de emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2).<\/p>\n<p>Segundo a empresa, \u00e9 a primeira vez no mundo que este tipo de combust\u00edvel ser\u00e1 fabricado e comercializado. Atualmente, a tecnologia s\u00f3 \u00e9 desenvolvida para fins cient\u00edficos. Laborat\u00f3rios dos Estados Unidos e at\u00e9 mesmo do Brasil j\u00e1 pesquisam a respeito.<\/p>\n<p>No caso da usina pernambucana, o biocombust\u00edvel ser\u00e1 produzido com a ajuda do carbono proveniente da produ\u00e7\u00e3o de etanol, evitando que o g\u00e1s poluente seja liberado na atmosfera e reduzindo os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>De acordo com Rafael Bianchini, diretor da SAT no Brasil, a unidade ter\u00e1 capacidade de produzir 1,2 milh\u00e3o de litros de biodiesel ou 2,2, milh\u00f5es de litros de etanol ao ano a partir de um hectare de algas plantadas.<\/p>\n<p>O produto resultante poder\u00e1 substituir, por exemplo, o biodiesel de soja, dend\u00ea, palma ou outros itens que podem ser utilizados na ind\u00fastria aliment\u00edcia e que s\u00e3o aplicados no diesel \u2013 atualmente 5% do combust\u00edvel \u00e9 biodiesel. \u201c\u00c9 uma reciclagem [do CO2 emitido], uma transforma\u00e7\u00e3o em combust\u00edvel. Um hectare de algas consome cinco mil toneladas de di\u00f3xido de carbono ao ano. O CO2, que \u00e9 o vil\u00e3o do clima, passa a ser mat\u00e9ria-prima valorizada\u201d, explica Bianchini.<\/p>\n<p><strong>Como funciona?<br \/>\n<\/strong> Em vez de cria\u00e7\u00f5es de algas expostas, a SAT planeja instalar m\u00f3dulos fechados com at\u00e9 cinco metros de altura e que v\u00e3o receber por meio de fibra \u00f3ptica a luz do sol (capturada por placas solares instaladas no teto da usina). Al\u00e9m disso, h\u00e1 a inje\u00e7\u00e3o de CO2 resultante do processo de fabrica\u00e7\u00e3o do etanol de cana.<\/p>\n<p>De acordo com Carlos Beltr\u00e3o, diretor-presidente do grupo JB, a previs\u00e3o \u00e9 que o projeto comece a funcionar a partir de 2014 e seja replicado para outra unidade, instalada em Linhares, no Esp\u00edrito Santo. \u201cHoje nossa miss\u00e3o \u00e9 tentar trabalhar e chegar ao carbono zero. N\u00f3s produzimos CO2 suficiente para multiplicar esse investimento em dez vezes\u201d, disse Beltr\u00e3o.<\/p>\n<p>O biocombust\u00edvel de algas ainda precisa ser aprovado e validado pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP).<\/p>\n<p><strong>Bioqu\u00edmicos<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m dos combust\u00edveis, outros produtos resultantes do processamento de algas marinhas geneticamente modificadas s\u00e3o os bioqu\u00edmicos como o \u00e1cido graxo \u00f4mega 3, utilizados pela ind\u00fastria aliment\u00edcia e de cosm\u00e9ticos. O \u00f4mega 3, que contribui para reduzir os n\u00edveis de colesterol no corpo humano e combater inflama\u00e7\u00f5es, \u00e9 normalmente encontrado em \u00f3leos vegetais ou em peixes.<\/p>\n<p>Com a extra\u00e7\u00e3o desse \u00e1cido das algas processadas e comercializa\u00e7\u00e3o com empresas brasileiras, Bianchini espera contribuir com a redu\u00e7\u00e3o da pesca de esp\u00e9cies marinhas que j\u00e1 sofrem com o impacto das atividades predat\u00f3rias. \u201cSeria uma alternativa para reduzir a sobrepesca e tamb\u00e9m para n\u00e3o haver mais depend\u00eancia somente do peixe\u201d, disse.<\/p>\n<p>Fonte: Eduardo Carvalho &#8211; <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2012\/07\/nordeste-tera-1-industria-do-brasil-de-combustivel-feito-com-algas-marinhas.html\" target=\"_blank\">Globo Natureza<\/a>, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estado de Pernambuco, no Nordeste, deve receber a partir do \u00faltimo trimestre de 2013 a primeira planta industrial de biocombust\u00edvel produzido com algas marinhas, que promete contribuir na redu\u00e7\u00e3o do envio de CO2 \u00e0 atmosfera. O projeto, uma parceria&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":522,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1149],"tags":[1200,1201,1322,1509,1581],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/521\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}