{"id":871,"date":"2012-09-24T07:30:08","date_gmt":"2012-09-24T10:30:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/equilibrio\/?p=871"},"modified":"2012-09-24T07:30:08","modified_gmt":"2012-09-24T10:30:08","slug":"871","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.proma.com.br\/blog\/871\/","title":{"rendered":"O organizador da Rio +20, S\u00e9rgio Besserman, fala do papel da mulher para salvar o planeta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2012\/09\/get5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-874\" title=\"get\" src=\"http:\/\/www.proma.com.br\/blog\/media_equilibrio\/files\/2012\/09\/get5-420x294.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"294\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 algo de muito familiar no economista S\u00e9rgio Besserman Vianna. O jeito de falar, a intelig\u00eancia, o senso de humor afiado em tudo o que diz, o sorriso. Conversar com ele traz a sensa\u00e7\u00e3o de que estamos diante de algu\u00e9m que conhecemos, mas n\u00e3o nos lembramos de onde. Nos \u00faltimos meses, S\u00e9rgio est\u00e1 em evid\u00eancia por organizar a Rio+20 \u2014 a confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre desenvolvimento sustent\u00e1vel, que acontece de 13 a 22 deste m\u00eas na capital carioca. Ambientalista h\u00e1 quase 30 anos, ele especializou-se em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, foi membro das miss\u00f5es brasileiras nas mais importantes confer\u00eancias mundiais sobre o tema e hoje preside a C\u00e2mara T\u00e9cnica de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Rio de Janeiro. Mas a familiaridade n\u00e3o vem da\u00ed; vem da semelhan\u00e7a f\u00edsica evidente com o irm\u00e3o, o humorista Bussunda, do programa Casseta &amp; Planeta, da Rede Globo, falecido em 2006 de ataque card\u00edaco. &#8220;Voc\u00ea sabe por que todo economista \u00e9 careca? De tanto passar a m\u00e3o na cabe\u00e7a e dizer: \u2018Xiii, deu errado\u2026\u2019&#8221;. Foi assim, em tom de brincadeira, que ele iniciou nossa conversa, parafraseando uma das cl\u00e1ssicas piadas do irm\u00e3o, para explicar que ainda pouco se sabe do real significado do t\u00e3o falado desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo de um dos mais respeitados especialistas em meio ambiente do Brasil lhe d\u00e1 autoridade para escapar da demagogia e confessar, sem medo, que usa \u2014 corretamente \u2014 sacolinhas pl\u00e1sticas, viaja de avi\u00e3o, instalou ar-condicionado em todos os quartos da casa e tem um cachorro cocker spaniel, o Bolo, que ajuda a aquecer o planeta. &#8220;Educa\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o \u00e9 uma cartilha. \u00c9 ensinar a pensar, a fazer conta&#8221;, afirma ele. Aos 54 anos, casado, pai de Andr\u00e9 e Ana Elisa, S\u00e9rgio traz um olhar diferenciado ao chamar a aten\u00e7\u00e3o para o decisivo papel da mulher na constru\u00e7\u00e3o de um mundo sustent\u00e1vel. Para ele, as mulheres sabem muito bem impor limites \u2014 e o planeta agora chegou ao seu limite.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea considera que as mulheres est\u00e3o no centro das grandes transforma\u00e7\u00f5es que o mundo deve enfrentar nos pr\u00f3ximos anos. O que fez com que pensasse assim? \u00a0<\/strong><br \/>\nSe eu achasse a l\u00e2mpada de Aladim e o g\u00eanio me dissesse: voc\u00ea tem direito a um desejo para o desenvolvimento sustent\u00e1vel. S\u00f3 um. Eu, sinceramente, escolheria: acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e direito \u00e0 liberdade sobre o pr\u00f3prio corpo para todas as mulheres do mundo. Parece uma frase ret\u00f3rica, mas repare que \u00e9 uma vis\u00e3o oposta ao relativismo cultural. O que estou dizendo abrange todas as mulheres do mundo, sem exce\u00e7\u00e3o. Haver\u00e1 quem diga: &#8220;Ah, mas na minha cultura a mulher tem o casamento arranjado aos 12 anos&#8221;. Ou: &#8220;Na minha cultura, as mulheres usam burca&#8221;. Azar. Essa cultura est\u00e1 errada, atrasada. Para o desenvolvimento sustent\u00e1vel da humanidade, qualquer que seja sua cultura, as mulheres t\u00eam que ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, ao conhecimento, \u00e0 liberdade sobre o pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n<p><strong>De que modo isso se conecta com a ideia de desenvolvimento sustent\u00e1vel?<\/strong><br \/>\nPrimeiro, pelo impacto imediato na taxa de fecundidade. \u00c9 estat\u00edstico: quanto mais informa\u00e7\u00e3o e conhecimento, menos filhos as mulheres ter\u00e3o e correr\u00e3o menos risco de perd\u00ea-los se os tiverem. Em segundo lugar, \u00e9 o empoderamento das mulheres. Mulheres mais poderosas podem ser um impulso para transformar a consci\u00eancia que todos n\u00f3s temos a respeito do tempo. A humanidade precisa desesperadamente pensar num tempo maior: que impacto ter\u00e3o as coisas que fazemos hoje nos pr\u00f3ximos 30, 40 anos. N\u00f3s nunca fizemos isso. As mulheres s\u00e3o mais conscientes do tempo: o sentimento do futuro est\u00e1 muito presente nelas, porque pensam nos filhos, nos netos.<\/p>\n<p><strong>As mulheres que chegaram ao poder est\u00e3o demonstrando essa responsabilidade? \u00a0<\/strong><br \/>\nInfelizmente, n\u00e3o. Ainda n\u00e3o se percebe diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos homens, e assim n\u00e3o funciona. N\u00e3o \u00e9 dessas mulheres que estou falando. Estou falando daquelas que marcam presen\u00e7a como centro da transforma\u00e7\u00e3o dentro de casa, nas fam\u00edlias, nas redes sociais. Existe uma piada antiga em Israel que dizia que Golda Meir (ex-primeira-ministra e uma das fundadoras do Estado de Israel) era a melhor dos nossos homens. A presidenta Dilma Rousseff certamente tamb\u00e9m \u00e9 a melhor dos nossos homens. Isso porque o mundo atual ainda considera os moldes masculinos mais eficientes. Sim. Essa ideia aparece at\u00e9 na forma idiota como medimos se estamos indo para a frente ou para tr\u00e1s: o PIB. Ele j\u00e1 \u00e9 ruim para medir o crescimento econ\u00f4mico por raz\u00f5es t\u00e9cnicas. Mas, al\u00e9m disso, discrimina completamente o trabalho dom\u00e9stico, por exemplo. Se uma mulher trabalhar em casa cuidando dos filhos, ela n\u00e3o entra em nenhum lugar na economia. Mas, se o marido lhe der algum dinheiro para fazer aquilo, a\u00ed est\u00e1 no PIB: o que vale \u00e9 a economia.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, a verdade \u00e9 que n\u00e3o sabemos a resposta do principal assunto que discutimos.<\/strong><br \/>\nUm psicanalista franc\u00eas, Andr\u00e9 Green (1927-2012), disse certa vez que a resposta \u00e9 a infelicidade da pergunta. Resposta n\u00e3o \u00e9 uma coisa importante. Seja na hist\u00f3ria, seja na vida de cada um de n\u00f3s. Quando a resposta chega, o assunto j\u00e1 est\u00e1 resolvido. Pergunta \u00e9 diferente: ela modifica, instiga, transforma. &#8220;O que eu quero da vida?&#8221; Essa \u00e9 a pergunta da humanidade e tamb\u00e9m a pergunta do desenvolvimento sustent\u00e1vel. Alguns elementos s\u00e3o claros e nos d\u00e3o pistas para chegar \u00e0s respostas. Temos uma janela hist\u00f3rica muito estreita, de dez a 20 anos, para evitar os piores cen\u00e1rios de aquecimento global. \u00c9 muito claro e pr\u00e1tico: at\u00e9 2030, precisamos decidir se o planeta vai s\u00f3 esquentar, porque isso ele vai mesmo, ou se ele vai assar. Esse \u00e9 um aspecto concreto, mas h\u00e1 outros. Talvez, acima de tudo, a gente tenha de redefinir o que entendemos por desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>E o que seria esse desenvolvimento?<\/strong><br \/>\nOlhando para a hist\u00f3ria da humanidade, vivemos mais de 199 mil anos sem fazer grandes altera\u00e7\u00f5es na natureza &#8211; tudo bem, uma muralha da China aqui, umas pir\u00e2mides l\u00e1, mas nada de mais. Nos \u00faltimos 300 anos, por\u00e9m, tudo mudou. Lidamos com a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, a ci\u00eancia, tecnologia; produzimos fuma\u00e7a, chamin\u00e9, carros, essas coisas todas. Isso tudo tamb\u00e9m nos salvou. Antes a gente vivia 30 anos; agora nossa expectativa bate nos 80. Algu\u00e9m est\u00e1 a fim de harmonizar com a natureza e voltar a viver 30 anos? N\u00e3o acredito. S\u00f3 que n\u00e3o existe almo\u00e7o gr\u00e1tis: precisamos ter a humildade de aceitar a exist\u00eancia de alguns limites. \u00c9 infantil achar que Deus nos deu todos os bens da natureza de bandeja eternamente. N\u00e3o \u00e9 verdade: fomos expulsos do para\u00edso, tivemos que suar a camisa, e agora chegou a hora de entender que temos limites na vida aqui.<\/p>\n<p><strong>Como um adolescente que se torna adulto.<\/strong><br \/>\nExatamente. Ali\u00e1s, de novo, as mulheres t\u00eam mais facilidade para entender isso. Est\u00e3o mais presentes na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, sabem dar e tirar limites. A humanidade viveu os \u00faltimos 300 anos como se esses limites n\u00e3o existissem. Isso \u00e9 muito patriarcal, muito masculino. \u00c9 a filosofia da c\u00e9lula cancerosa, que \u00e9 a do nosso mundo atual: consumir o mais que puder, ter o mais que puder, seja l\u00e1 a que pre\u00e7o. O desenvolvimento sustent\u00e1vel ter\u00e1 de ser diferente. A economia de mercado ser\u00e1 mantida, claro, mas teremos de pensar na ess\u00eancia das coisas. At\u00e9 na pr\u00f3pria linguagem: quando a gente fala em desenvolvimento, n\u00e3o est\u00e1 falando em crescimento m\u00e1ximo a qualquer custo. Desenvolvimento significa desfazer o que est\u00e1 envolvido. \u00c9 o que as m\u00e3es querem para seus filhos: que eles se desenvolvam, libertem seu potencial criativo. Se a humanidade pensasse da mesma maneira que as m\u00e3es, no que elas desejam aos seus filhos, estar\u00edamos mais pr\u00f3ximos dessa resposta sobre o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Sua m\u00e3e pensava assim?<br \/>\n<\/strong>Sem d\u00favida. Meus pais foram comunistas, combateram a ditadura militar e, antes, a de Get\u00falio. Minha m\u00e3e era muito atuante e nunca nos deu op\u00e7\u00e3o: eu e meus irm\u00e3os fomos obrigados a abra\u00e7ar causas sociais desde cedo. N\u00e3o tivemos voca\u00e7\u00e3o, foi falta de escolha mesmo (risos). Meu interesse especial pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 porque esse \u00e9 o assunto que mais vai mudar a economia e uma civiliza\u00e7\u00e3o inteira. E os mais atingidos ser\u00e3o os mais pobres.<\/p>\n<p><strong>O assunto \u00e9 muito mais s\u00e9rio do que apenas separar o vidro da latinha em casa, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><br \/>\nCom certeza. Sempre me perguntam sobre h\u00e1bitos de consumo. \u00c9 bom separar o pl\u00e1stico do vidro? Demorar menos no banho? Claro que \u00e9 bom. Fica ruim se as pessoas acharem que se trata de uma cartilha. O mais importante \u00e9 fazer pol\u00edtica com P mai\u00fasculo, agregar ideias, discutir em fam\u00edlia, no bairro, nas redes sociais, n\u00e3o sobre o meio ambiente, e sim como se conectar com a hist\u00f3ria. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 a hist\u00f3ria humana. Como participar disso? Estamos no olho do furac\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o \u00e9 ensinar h\u00e1bitos. \u00c9 ensinar a pensar. N\u00e3o adianta nada n\u00e3o usar sacolinha pl\u00e1stica, mas adorar uma picanha. Para o planeta, 1 quilo de carne de boi equivale a tr\u00eas horas e meia dirigindo um carro a gasolina com ar-condicionado ligado. Sem demagogia. \u00c9 l\u00f3gico que os bons h\u00e1bitos s\u00e3o necess\u00e1rios e minha fam\u00edlia os segue. Mas instalei ar-condicionado em casa, viajo de avi\u00e3o e tenho carro. N\u00e3o como muita carne vermelha, mas tenho um cachorro, o Bolo, e ele esquenta o planeta. Tem ra\u00e7\u00e3o, pet shop, xampu. Esses bens deveriam ser caros, muito caros. O pre\u00e7o das coisas tem que incorporar o impacto. As pessoas n\u00e3o v\u00e3o deixar de comer carne vermelha, de ter cachorros ou de viajar de avi\u00e3o. Mas dever\u00e3o pagar por isso.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea sofre com a patrulha ambiental?<\/strong><br \/>\nUma cena comum \u00e9 quando saio do supermercado com 28 sacolinhas pl\u00e1sticas e ent\u00e3o vem uma senhora: &#8220;Voc\u00ea, justo voc\u00ea! N\u00e3o pode! Essa sacola vai demorar 100 anos para se decompor!&#8221;. Eu j\u00e1 vi baleia morta com sacolas pl\u00e1sticas na barriga. Mas essas minhas sacolas aqui eu vou usar para pegar o coc\u00f4 do meu cachorro na rua, depois vou jogar no cesto e sei que a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro) vai levar l\u00e1 para uma central. Tudo para dizer o seguinte: n\u00e3o tem uma cartilha. A hist\u00f3ria est\u00e1 em aberto de uma maneira que a humanidade jamais assistiu antes.<\/p>\n<p><strong>Esse \u00e9 o grande desafio da Rio+20? Ou a confer\u00eancia pode morrer na praia? A Rio 92 foi considerada um fracasso\u2026 \u00a0<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 estou declarando vit\u00f3ria. Batalhas a gente n\u00e3o ganha quando se matam pessoas, e sim quando declaramos vit\u00f3ria antes. S\u00f3 saberemos nos \u00faltimos dias de que maneira os chefes de Estado lidar\u00e3o com os compromissos. Mas isso n\u00e3o \u00e9 o mais importante; mais relevante, acredito, \u00e9 o momento hist\u00f3rico. Trata-se de uma multid\u00e3o de eventos acontecendo, o mundo inteiro conectado, as discuss\u00f5es se aprofundando. Precisamos de grandes transforma\u00e7\u00f5es, e \u00e9 l\u00f3gico que elas n\u00e3o v\u00e3o acontecer simplesmente porque temos a Rio+20. A confer\u00eancia poder\u00e1 representar um momento hist\u00f3rico mais ou menos importante. Isso vai depender da coragem que mostrar\u00e1 diante dos problemas.<\/p>\n<p>Fonte:<a href=\"http:\/\/claudia.abril.com.br\/materia\/o-organizador-da-rio-20-sergio-besserman-fala-do-papel-da-mulher-para-salvar-o-planeta?p=%2Fcomportamento%2Fsociedade&amp;pw=2\" target=\"_blank\"> Revista Cl\u00e1udia <\/a>\u2013 Por Mariana Sgarioni<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algo de muito familiar no economista S\u00e9rgio Besserman Vianna. O jeito de falar, a intelig\u00eancia, o senso de humor afiado em tudo o que diz, o sorriso. 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